VISÃO GERAL
O PRODUTO
Fundos de índice (ETFs) são fundos negociados em bolsa de valores que buscam replicar o desempenho de um índice de referência, como Ibovespa, S&P 500, índices setoriais, entre outros. A proposta é oferecer exposição diversificada, transparente e de baixo custo.
O mercado brasileiro de ETFs segue em expansão e já negocia cerca de R$ 1,4 bi de ADTV em junho de 2026, com estoque de R$ 126 bi, impulsionado principalmente por ETFs de Ibovespa, Small Caps, renda fixa, criptomoedas e exposição internacional.
REGULAÇÃO
Em mercados como EUA e Europa, há flexibilidade regulatória que permite ETFs ativos, alavancados, inversos e com estratégias complexas. No Brasil, pela regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os ETFs brasileiros seguem regras mais restritivas: proíbem fundos alavancados, inversos e sintéticos (com algumas exceções limitadas). Devem seguir um índice de referência de forma passiva com pequeno tracking error.
Neste ano, entretanto, a CVM divulgou que avalia modernizar as regras atuais para abrir espaço a ETFs ativos e produtos alavancados, aproximando o mercado brasileiro das estruturas já adotadas no exterior. Pretende publicar consulta pública ao mercado ainda em 2026, com expectativa de conclusão do processo regulatório em 2027.
O MERCADO DE ETFs EM NÚMEROS
O mercado de ETFs brasileiros vem crescendo em quantidade de fundos listados e em estoque financeiro. Comparando jun/25 e jun/26, a quantidade de ETFs subiu em 55,7%, enquanto o estoque atingiu 97% de crescimento.

O produto permanece predominantemente negociado e mantido em custódia por investidores institucionais, que, de forma geral, atuam como emissores de ETFs no mercado brasileiro.
Quando comparamos investidores não residentes, por sua vez, nota-se presença predominante no volume negociado, mas não em custódia, indicando que são investidores que não mantêm posição no final do dia, provavelmente zerando suas posições ao final da sessão de negociação.
Por outro lado, as pessoas físicas têm um comportamento inverso: são responsáveis pelo terceiro lugar em volume financeiro entre os investidores, mas ocupam a segunda posição em custódia, indicando estratégias de médio e longo prazo.
A quantidade de investidores que mantêm posição em custódia vem crescendo ao longo de 2026, com um aumento de 7% em 5 meses.

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PONTOS-CHAVE